Profissionais de IA: por que o mercado disputa esses especialistas?
A aceleração da Inteligência Artificial mudou o nível de exigência do mercado de tecnologia, que agora busca profissionais capazes de transformar grandes volumes de informação em vantagem competitiva.
Essa mudança ampliou a disputa por especialistas em dados e IA. Um estudo da Ford Brasil com o Datafolha aponta que a falta de conhecimento técnico (72%) e a escassez de experiência prática (54%) são os principais obstáculos das empresas na contratação de profissionais.
Esse cenário é visível na MPJ Solutions, consultoria de TI. Um mapeamento interno da empresa mostra que as habilidades e especializações mais buscadas pelos clientes refletem essa nova demanda.
“Os processos seletivos ficaram mais complexos porque as empresas buscam especialistas capazes de conectar dados, Inteligência Artificial e estratégia de negócio”, afirma Jerry Soares, CEO da consultoria. “São profissionais muito disputados e ter acesso a esse talento rapidamente se tornou uma vantagem competitiva”.
As posições mais demandadas
A MPJ Solutions identificou uma concentração de demandas em cinco posições estratégicas:
• Cientistas de Dados e Analistas de Business Intelligence (BI): responsáveis por transformar informações em inteligência para apoiar decisões.
• Engenheiros de Dados e Arquitetos de Dados: encarregados da infraestrutura e organização de grandes volumes de informação.
• Especialistas em Inteligência Artificial: focados no desenvolvimento de soluções preditivas, automação e aplicações baseadas em IA.
Os perfis mais difíceis de contratar
Três especialidades se destacam pela dificuldade de contratação no setor de tecnologia.
Especialistas em Ruby sustentam sistemas críticos, mas a linguagem não está entre as mais populares entre novos desenvolvedores. A oferta reduzida de profissionais seniores e a concorrência internacional tornaram o perfil difícil de encontrar.
“O trabalho remoto ampliou a competição por esses profissionais, que hoje recebem propostas de empresas do mundo todo”, explica Soares.
A demanda por engenheiros e analistas de dados com foco em IA também cresceu. O mercado busca perfis híbridos, que combinem engenharia de dados, aprendizado de máquina e domínio de plataformas modernas. Segundo o “Panorama da Empregabilidade” da Gupy, Inteligência Artificial e Machine Learning já aparecem em 45% das vagas de tecnologia.
Os especialistas em IA para aplicações práticas estão entre os mais disputados. A evolução tecnológica superou a formação tradicional, e as empresas agora exigem experiência em ambientes produtivos. Conhecimentos em Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), APIs, bancos de dados vetoriais e frameworks como LangChain são os mais requisitados.
“O mercado já passou da fase de experimentação com IA. Hoje, as empresas procuram profissionais que entendam como a tecnologia se integra aos processos, dados e objetivos do negócio”, conclui Jerry Soares.
Fonte: correiobraziliense
